Pular para o conteúdo principal

ENTREVISTANDO A CRIADORA E AUTORA DO PROJETO - A ESCOLA DA VIDA: EM NOSSOS POEMAS




         

Livro "A Escola da vida: em nossos poemas"

Professora Mediadora: Vitória Hadassa da Silva    

Entrevistador: Angélica Menezes 

Apresentando a professora                                                                    

Vitória Hadassa da Silva, 22 anos, reside em Olinda. Está concluindo o 7º período do curso de Letras-Espanhol na UFPE. Atualmente ela ensina Português e Espanhol numa escola da rede privada a Escola Parque do Saber. Além disso ela gosta muito de poesia e também escreve muito bem tem uma página no instagran com suas poesias.





Angélica: Para começar, poderia nos contar um pouco sobre o que a motivou a criar um projeto de poesia para o Ensino Fundamental 1 e qual o objetivo?

Vitória: A ideia de realizar o projeto partiu da necessidade que percebi nos alunos em expressarem suas emoções. Além disso, poesia é um gênero textual que particularmente eu gosto muito, então quis passar um pouco do que eu sei para os alunos e como o projeto era voltado à literatura, aproveitei esse momento. O objetivo desse projeto foi despertar a criatividade, promover o pensamento crítico e reconhecer os elementos essenciais de uma poesia. 

Angélica: Quais são os temas abordados no livro?

Vitória: O tema geral do projeto foi " A escola da vida" de Pedro Bandeira. Na obra, o autor aborda a temática de preservação do meio ambiente e dos animais que estão em risco de extinção. Por isso, os poemas seguiram a mesma linha temática. 

Angélica: Como você estruturou o projeto? Poderia nos dar uma visão geral das atividades e da metodologia utilizada?

Vitória: Antes de começarmos de fato a escrever, eu introduzi os conhecimentos gerais sobre poesia enfatizando os elementos essenciais para escrever. Falei sobre a diferença entre poemas e poesia, rimas e tipos de rimas, estrofes e versos, explicando cada elemento.

Angélica: Quais foram os principais desafios que você encontrou ao implementar este projeto e como você os superou?

Vitória: O maior desafio que encontrei foi justamente a dificuldade de alguns alunos em formular as frases e seguir a estrutura de poema.

Angélica: Como os alunos têm respondido ao projeto? Você notou alguma mudança no interesse deles pela poesia ou na habilidade de escrita?

Vitória: Acredito que todo o projeto desenvolvido despertou o interesse deles tanto para a escrita como para poesia. Além disso, percebi que quando os livros foram expostos na oficina  da escola eles se sentiram orgulhosos, motivados, confiantes e melhor autoestima.

Angélica: Que conselhos você daria para outros professores que estão pensando em implementar um projeto semelhante em suas escolas?

Vitória: Aconselho e recomendo outros professores implementar esse projeto ou algum semelhante a esse nas suas escolas, porque além de trabalhar a literatura, leitura e escrita, também trabalha as emoções e criatividade dos alunos. Levando em consideração que às vezes os alunos não se saem tão bem em outras disciplinas, mas, consegue mostrar seu potencial como escritor, o que leva eles a se sentirem mais confiantes. 




ENTREVISTA  

Aluna autora representando a turma do 5º ano: 

Brenda Sophia Nascimento do Império

                         
Brenda, 11 anos, reside em Olinda. Está concluindo
o 5º ano do ensino fundamental I na Escola Parque 
do Saber. Ela é uma menina muito dedicada aos estudos
e que gosta muito de ler e aprender coisas novas.






Angélica: Olá! Pode nos contar um pouco sobre como foi participar do projeto de criação de poesia na sua escola?

Aluna: Claro! Foi uma experiência incrível. No começo, eu não sabia muito sobre poesia, mas a professora nos mostrou vários tipos de poemas e nos incentivou a escrever sobre temas que eram importantes para nós, como família, natureza e nossos sonhos.

Angélica: Que legal! E como você se sentiu ao escrever seus próprios poemas?

Aluna: No início, foi um pouco difícil, mas com o tempo, comecei a gostar muito. Me senti maravilhada e muito tranquila com a nova experiência. Eu adorei!

Angélica: Quais os desafios que você enfrentou ao escrever?

Aluna: O maior desafio pra mim foi rimar as palavras e procurar um significado para inserir na poesia.

Angélica: Você acha que esse projeto mudou a maneira como você vê a poesia e a escrita?

Aluna: Com certeza! Mesmo eu gostando muito, antes, eu achava que poesia era algo difícil e distante, mas agora vejo que é uma forma maravilhosa de expressão. Quero muito continuar escrevendo poemas pois me faz meditar e eu gosto muito..

Angélica: Que ótimo! Muito obrigada por compartilhar sua experiência conosco.

Aluna: Eu que agradeço! Espero que mais alunos possam ter a oportunidade de participar de projetos como esse.


Nós que compomos a seção Escola da vida nos sentimos muito honrados em recebê-las e entrevistá-las com um projeto incrível que é a escola da vida: em nossos poemas e que contribuiu de alguma forma para o crescimento dos alunos, e poder alcançar e inspirar mais pessoas para que estejam dispostas em também realizar projetos nesse sentido.


Gratidão!   

Instagran da Professora Mediadora: 

VH Saturno 🪐 (@vhsaturno) • Fotos e vídeos do Instagram








Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

POESIAS ✊🏽 CAROLINA MARIA DE JESUS

Poesias de Carolina Maria de jesus    Aí vai alguns poemas da nossa primeira poetisa negra uma sequência poética: “A vida é igual um livro. Só depois de ter lido é que sabemos o que encerra. E nós quando estamos no fim da vida é que sabemos como a nossa vida decorreu. A minha, até aqui, tem sido preta. Preta é a minha pele. Preto é o lugar onde eu moro.” – Carolina Maria de Jesus, em “Quarto de despejo”. São Paulo: Francisco Alves, 1960, p. 160.   A Rosa Eu sou a flor mais formosa Disse a rosa Vaidosa! Sou a musa do poeta. Por todos su contemplada E adorada. A rainha predileta. Minhas pétalas aveludadas São perfumadas E acariciadas. Que aroma rescendente: Para que me serve esta essência, Se a existência Não me é concernente… Quando surgem as rajadas Sou desfolhada Espalhada Minha vida é um segundo. Transitivo é meu viver De ser… A flor rainha do mundo. – Carolina Maria de Jesus, em “Antologia pessoal”. (Organização José Carlos Sebe Bom Meihy). Rio de Janeiro: Editora UFRJ...

PRINCIPAIS OBRAS DE PATATIVA DO ASSARÉ

Patativa do Assaré produziu diversas obras importantes que são marcos na literatura de cordel. Algumas das suas principais produções: A Triste Partida : Um dos seus poemas mais famosos, que aborda a dor da separação e a saudade.  Poemas de Patativa do Assaré : Uma coletânea que reúne vários de seus melhores poemas, abordando temas como amor, seca e a vida no sertão.  A Revolução de 1930 : Uma obra que reflete sobre eventos históricos e suas implicações para o povo nordestino.  As Tristezas do Sertão : Um cordel que retrata a dura realidade da vida no sertão, especialmente em tempos de seca.  A Lenda do Dito e a Dona Dita : Um conto popular que mistura humor e crítica social, mostrando a sagacidade do povo nordestino.  O Canto da Sereia : Um poema que explora a beleza e os desafios da vida rural. Essas obras são apenas uma amostra do vasto legado de Patativa, que continua a ser uma referência na literatura brasileira. 

SEDUÇÃO

Coloquei a melhor roupa Persegui as melhores palavras Firmei bem minha postura E então, só então eu a fitei. Calibrei bem o sorriso e Exalei confiança O olhar, o perfume, a presença Tudo estava no seu devido lugar E então, só então me aproximei. Ela me olhava de volta e observou minha aproximação antes mesmo do primeiro passo nossos olhares já batiam papo E então, só então eu me apresentei. Contei uma história, propus um desafio, ela riu. deixei ela falar, dei espaço, ela se abriu E então, só então uma oportunidade surgiu. Uma bebida pedi, o silencio não ficou constrangedor Uma musica adequada tocou De nenhuma palavra precisei peguei sua mão e então, só então pra dançar a tirei. No balanço leve girávamos Seu cheiro enchia meus pulmões Sua pele macia, eu sentia com os olhos fechados me aproximei E nossos corpos vibravam, mexiam, se tocavam e então, só então eu a beijei.  — Max Satre Lin @alexs.martinsc